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Médicos e enfermeiros começam greve até sexta-feira

Os médicos começaram esta terça-feira à meia-noite uma greve nacional de dois dias, a que se vão juntar os enfermeiros a partir das 8h, numa paralisação que se prolonga até sexta-feira.

A greve dos médicos iniciou-se hoje às 00h e termina às 24h de quarta-feira. Os enfermeiros, através do Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), iniciam hoje de manhã quatro dias de greve, paralisação que se estende até o fim do dia de sexta-feira.

Na base do protesto dos médicos está o direito de todos os portugueses a um médico de família, a redução das listas de utentes por cada médico, a diminuição do tempo em serviço de urgência das 18 para as 12 horas semanais, poder optar por dedicação exclusiva no SNS, negociar a sua grelha salarial e a melhoria dos incentivos para fixar clínicos em zonas carenciadas, entre uma vasta lista de exigências.

Os enfermeiros lutam pelo descongelamento das progressões de todos os profissionais e pela definição dos 35 anos de serviço e 57 de idade para o acesso à reforma. Exigem que o Governo inclua medidas compensatórias do desgaste, risco e penosidade da profissão, assegurando as compensações resultantes do trabalho por turnos, defina condições de exercício para enfermeiros, enfermeiros especialistas e enfermeiros gestores que determinem a identificação do número de postos de trabalho nos mapas de pessoal e que garanta, no caso dos especialistas, uma quota não inferior a 40%.

Os enfermeiros reclamam também o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas em funções e equipare, sem discriminações, todos os vínculos de trabalho.

Estão decretados serviços mínimos, como sempre nas greves no setor da saúde, que incluem todos os serviços de urgência, cuidados intensivos e outros, como quimioterapia e algumas cirurgias.

 

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