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Moradores barricados no Prédio Coutinho em Viana do Castelo recebem mantimentos por sistema de cordas

As nove pessoas que ainda estão no interior do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, onde já foi cortado o gás e a eletricidade, estão a ser abastecidas de mantimentos com o recurso a um sistema de cordas. O edifício de 13 andares está para ser demolido desde 2000 para dar lugar ao novo mercado municipal da cidade mas a resistência dos moradores tem atrasado a expropriação.

Depois de as fechaduras da entrada do prédio terem sido mudadas, os moradores não têm forma de entrar no edifício. Por isso, estão a içar comida entregue por familiares a partir de cordas nas janelas, de acordo com uma reportagem do Jornal de Notícias publicada na edição desta quarta-feira.

Segundo advogado dos moradores, Magalhães Sant’Ana, estes nove moradores, que ainda ocupam seis dos 105 apartamentos do prédio, estão, “para todos os efeitos, presos nas suas próprias casas“.

“Podem sair, mas as pessoas não têm para onde ir. São pessoas que necessitam de cuidados. São pessoas que estão fragilizadas. Estão, para todos os efeitos, presos nas suas próprias casas, porque se saem têm de ir mendigar um alojamento ali para a VianaPolis, não têm as suas coisas, não têm acesso a rigorosamente mais nada”, afirmou o advogado.

Recorde-se que na segunda-feira, findo o prazo para o abandono voluntário dos apartamentos, representantes da VianaPolis entraram no edifício e avisaram que “a luz, a água e a eletricidade seriam cortadas, e que quem saísse não voltaria a entrar”. A água e o gás já foram cortados, as fechaduras das entradas principais do imóvel foram mudadas e poderão já ter tomado posse de algumas das últimas 11 frações, cujos proprietários não concordam com a saída.

O motivo para a demolição do edifício é o facto de o prédio ser anormalmente alto para o centro histórico de Viana do Castelo e não se enquadrar na paisagem da cidade.

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