Politíca

António Costa reafirmou a sua confiança em Mário Centeno

O primeiro-ministro, António Costa, reafirmou a sua confiança no ministro das Finanças, Mário Centeno, depois da polémica do empréstimo ao Novo Banco.

Costa teve de se desculpar publicamente depois de ter garantido ao Parlamento que um empréstimo de 850 milhões de euros destinado a resgatar o Novo Banco, não seria pago até depois da conclusão de uma auditoria à instituição, quando na realidade, Centeno já tinha dado luz verde à operação.

No final de uma reunião que durou várias horas na residência oficial do primeiro-ministro, Costa enviou um comunicado à imprensa pouco antes da meia-noite, no qual “reafirma publicamente a sua confiança pessoal e política” em Centeno.

A reunião permitiu “esclarecer as questões relacionadas à falta de comunicação oportuna ao Primeiro Ministro”, sobre o pagamento deste empréstimo do Estado ao fundo de resolução bancária administrado pelo Banco de Portugal e destinado ao Novo Banco, banco que surgiu do resgate do Banco Espírito Santo, que faliu em 2014.

Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, criticou indiretamente Mário Centeno ao saudar o compromisso assumido por António Costa de submeter o Novo Banco a uma auditoria.

Segundo a imprensa da manhã desta quinta-feira, o ministro das Finanças deve permanecer no cargo pelo menos até a apresentação em junho de um orçamento retificativo contendo as medidas tomadas em resposta à pandemia de coronavírus.

Este calendário também deverá permitir concluir as negociações sobre o plano de recuperação europeu dentro do Eurogrupo.

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