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População está cada vez mais envelhecida e nível de pobreza mantém-se no país

Idosos em Lisboa, Portugal

A Pordata divulgou nesta quinta-feira, 11 de julho, dados sobre a população portuguesa, que vão desde 2007 a 2018. Segundo os mesmos, o número de habitantes diminuiu em dez anos, sendo a maioria deles cada vez mais idosa.

Em relação aos casamentos, estes também diminuíram, tanto de forma religiosa como civil. As pessoas têm vindo a ter cada vez menos filhos e os que nascem são mais de pais não casados.

Quanto à taxa de pobreza, esta era de 19% em 2007 e passou a 17% em 2017. Apesar de ter baixado um pouco, continua elevada, afetando mais os jovens até aos 18 anos e adultos com mais de 65 anos.

Foi no Dia Mundial da População que a Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, decidiu publicar um “Retrato de Portugal”, após ter analisado dados de 2007 a 2018 em 16 itens, desde a população geral à população emigrada e empregada, da escolaridade ao número de pensões.

Em dez anos, de 2008 a 2018, a população portuguesa diminuiu em 274 mil pessoas. No ano passado, correspondia a 10,3 milhões. A redução verificou-se principalmente entre os mais jovens, mas também entre a população em idade ativa.

Em 2008 havia 1.637.410 crianças dos zero aos 14 anos. Já no ano passado eram 1.415.731. No grupo etário dos 16 aos 64 anos havia 7.036.435 e agora existem 6.639.342. No que diz respeito à população com mais de 65 anos, esta corresponde a mais 18% do que em 2008, altura em que eram 1. 884.332 indivíduos e agora são 2.228.750.

Sobre nascimentos, no ano passado mais de metade deles (56%) ocorreram entre pais não casados, o que representou uma subida de 20% face a 2008. Deste grupo de pais não casados, 19% não viviam juntos, o que também reflete uma subida de cerca de 12% comparativamente ao que sucedia há dez anos. Enquanto que em 2008 nasceram 37.854 bebés fora do casamento, em 2018 nasceram 48.625.

Dos bebés que nasceram em 2018, 17% são de pais que já tinham filhos de relacionamentos anteriores. Em 2008, os meios-irmãos representavam 12% dos bebés nascidos.

No entanto, apesar de os habitantes de Portugal casarem menos, os dados indicam que se têm divorciado menos, tendo sido registado entre 2007 e 2017 o número mais baixo de divórcios: 21. 577, enquanto que em 2007 ocorreram 25.120, o que significa uma descida de cerca de 14%.

Ainda assim, as famílias monoparentais continuam a aumentar. Ao longo destes dez anos há registo de uma subida de 47% de 2008 para 2018, com o número de famílias de uma só pessoa a aumentar 37%. Por outro lado, desceram em 9% os casais com filhos.

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