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Portugal foi palco do “Óscar” Europeu do Inventor

Lisboa foi o palco da cerimónia de entrega do Prémio Europeu do Inventor 2016. Os “Óscares” da Invenção tiveram lugar esta quinta-feira, 9 de junho, na Sala Tejo do Meo Arena. O primeiro ministro António Costa esteve presente e entregou o Prémio Carreira, um dos mais prestigiados do certame, atribuído a Anton van Zanten (Alemanha/Holanda) , que desenvolveu um controlo eletrónico de estabilidade (ESP) dos carros que funciona  em silêncio durante a condução e que entra em funcionamento quando necessário. O ESP terá impedido “cerca de 260 mil acidentes na Europa e ocupa o 2º lugar, logo a seguir ao cinto de segurança, no topo dos avanços realizados em termos de segurança automóvel”.

Foram atribuídos cinco prémios, nas categorias de Investigação, Pequenas e Médias Empresas, Indústria, Países Não Europeus e Consagração de Carreira. O prémio do público foi atribuído à investigadora Helen Lee, que criou um kit de diagnóstico rápido, fácil e barato para detetar infeções como a do VIH ou da hepatite B, sobretudo orientado às populações que vivem nos países mais pobres.

A edição deste ano contou com 15 finalistas para seis prémios provenientes de 13 países, com invenções em áreas que vão desde a segurança automóvel, à bioquímica, ao ambiente ou à nutrição. Estes conceituados prémios de inovação revelam ao mundo algumas das mais fabulosas invenções de cientistas.

Dois cientistas portugueses, Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, encontravam-se entre os finalistas do prémio, na categoria de Investigação, com a já célebre invenção dos transístores de papel que se apresentam como uma alternativa mais acessível e eficiente do que os chips de silício.

O Prémio Europeu do Inventor 2016 nesta categoria foi atribuído ao neurocirurgião e físico Alim-Louis Benadi, da Univerdsidade Joseph Fourier (Grenoble, França), pelo seu novo método de tratamento para doentes de Parkinson. Segundo o comunicado do EPO, o cientista “combinou as suas duas áreas de estudo para desenvolver um método através de impulsos eléctricos de alta frequência para tratar tremores de músculos associados à doença de Parkinson ou a outras doenças neurológicas”. Esta tecnologia de “estimulação profunda do cérebro” permite que pessoas com Parkinson desfrutem de uma vida independente já foi aplicada em mais de 150 mil doentes desde a sua aprovação, adianta ainda o mesmo comunicado.

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