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Portugal no pior lugar de sempre no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas

Portugal caiu oito lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas (CCPI na sigla original), descendo em quase todas as categorias, segundo o “Índice 2020” divulgado esta terça-feira.  Portugal está agora em 25º lugar entre 57 países.

A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, atribui a responsabilidade desta descida ao fim da crise económica que terá levado ao “aumento do consumo energético” e à “subida das emissões de GEE”. A organização destaca também fatores como os incêndios florestais, principalmente do ano de 2017, e a seca generalizada que “levaram a um aumento do consumo de combustível fóssil”.

Apesar da implementação de um imposto sobre o carbono e combustíveis fósseis em 2018, o Governo continuou a dar benefícios fiscais de 2,3 milhões de euros para o carvão, em 2018, refere o estudo divulgado hoje em Madrid no âmbito da cimeira do clima (COP25) que decorre na capital espanhola até sexta-feira.

A nível mundial o documento coloca a Suécia a liderar o ranking, no quarto lugar (os três primeiros não são atribuídos porque os responsáveis do CCPI consideram que nenhum país os merece), seguida da Dinamarca, que subiu 10 posições, e de Marrocos, que fica em sexto lugar.

Os Estados Unidos aparecem como o país com pior desempenho, seguido no final da lista pela Arábia Saudita e pela Austrália.

A China, o país com mais emissões do mundo, subiu três posições e está no 30.º lugar.

 

 

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