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Proteção Civil distribuiu golas antifumo fabricadas com material inflamável às “Aldeias Seguras”

A Proteção Civil distribuiu às populações abrangidas pelo programa “Aldeias Seguras” mais de 70 mil golas de proteção de fumo para o rosto e pescoço fabricadas com material inflamável e podem constituir perigo caso sejam utilizadas num cenário de incêndios. As golas, que deviam servir de máscara de proteção num cenário de fogo, são compostas por 100% de poliéster.

Segundo notícia do Observador, o fabricante das golas propôs que as máscaras fossem feitas de material resistente às chamas, mas a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) não aceitou por ser mais caro e alegou que as golas eram distribuídas numa lógica de “merchandising“ e “propaganda“.

Confrontado com o facto, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que é “irresponsável e alarmista” a notícia sobre as golas antifumo, sublinhando a importância do programa que está em curso em mais de 1.600 aldeias do país e assegurando que a distribuição das golas antifumo não põe em causa nem o projeto nem a segurança das pessoas.

A notícia é “verdadeiramente irresponsável e alarmista” disse o ministro, adiantando que revela “desconhecimento de questões técnicas que a Autoridade Nacional de Protecção Civil já esclareceu”.

Em declarações à RTP, a segunda comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Patrícia Gaspar, declarou: “Quero passar uma mensagem de tranquilidade junto das aldeias, é que estes equipamentos servem sobretudo para uma proteção temporária, num movimento que se espera que seja rápido, e nunca para enfrentar um incêndio florestal”.

 

 

 

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