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Taxa de mortalidade materna quase duplicou no ano passado

Segundo a edição do jornal Público desta sexta-feira, em 2018 morreram em Portugal 17 mulheres por complicações durante a gravidez, parto e puerpério (42 dias após o parto), quase duplicando, relativamente ao ano anterior, a taxa de mortalidade materna. Em 2017 ocorreram nove mortes nessas circunstâncias.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo jornal Público, revelam há 39 anos (1980) que não se registava uma taxa tão alta.

“Este número é uma brutalidade, não tem o mais pequeno sentido”, sublinhou o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Luís Graça, em declarações ao Público. “Um salto das oito ou nove mortes [maternas] para 17, mantendo-se o mesmo número de partos, é um exagero. Estou estupefacto. Uma morte por dez mil partos compreende-se, agora duas por dez mil partos não”, acrescentou.

Citado pelo Observador, Alexandre Valentim Lourenço, obstetra e presidente da secção Sul da Ordem dos Médicos, aponta que “as greves de enfermagem, as carências das equipas obstétricas em números absolutos e a substituição de especialistas do quadro hospitalar por empresas de serviços ‘à hora’ são explicações plausíveis, mas importa analisar com rigor estes números agora tornados públicos”.

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