Revista de Imprensa Lusófona de 3 de janeiro de 2017

As condenações por tráfico para escravatura acabam “quase sempre em pena suspensa”, é a manchete desta manhã no jornal português “Diário de Notícias”. Segundo o mesmo, em 50 investigados, conta-se uma condenação com prisão efetiva e 6 arguidos com penas suspensas. Destaque também para entrevista com Primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, na qual afirma que “África não tem que ser guiada por valores antidemocráticos”.

O acontecimento que está a marcar o Brasil e o mundo é o massacre na prisão Anísio Jobim em Manaus, que terminou ontem com um balanço de 56 reclusos mortos. A luta de fações foi a maior desde o episódio na prisão de Carandiru, em 1992. O matutino “O Globo” realça ainda o recorde da balança comercial brasileira, com o maior saldo desde 1989.

Em Luanda, o ano começa com pouca procura nos serviços das instituições públicas e com falta de funcionários, apesar de não ter sido decretada tolerância de ponto, conta o vespertino angolano “O País”. O jornal destaca ainda que Angola vai acolher um dos principais laboratórios geoquímicos de África com equipamento de última geração, já este ano.

A suspensão das hostilidades entre o líder da Renamo e o Presidente da República é o que marca a atualidade em Moçambique. O matutino “Notícias” evidencia que o Presidente Filipe Nyusi acredita que a confiança trará a paz necessária para o país. Também sobre Moçambique a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, garante que o sistema da Segurança Social é “robusto e fiável”.

O site de notícias sobre Cabo Verde “A Semana”, realça esta manhã a aprovação de projetos educativos e desportivos no valor de 2 milhões de euros para o concelho de São Filipe, na Ilha do Fogo, financiados pela ONG luxemburguesa Beteburg Helleft. O portal revela ainda que haverá mudanças nas várias repartições das Finanças por todo o país ainda este ano.

Esta manhã, o blog de notícias guineense “Guinendade” destaca a mensagem do Presidente da República José Mário Vaz, que diz que abrirá processos judiciais contra quem se opuser ao regime. Ainda na política, após a reunião de Umaro Sissoco Embaló com as Forças Armadas que decorreu no primeiro dia de janeiro, o Primeiro-ministro afirmou que o país “não será refém de ninguém” e anunciou o início da formação de 49 militares na banda musical de Marrocos.

Na página oficial do Governo da Guiné Equatorial sublinha-se a presença do Embaixador equato-guineense na capital da República Centro-Africana, a propósito da inauguração das atividades dos serviços de transportes urbanos Ben Afrique, onde esteve também presente o Presidente da República, Faustin Archange Touadera. Ressalva ainda para o Embaixador permanente em representação da Guiné Equatorial na ONU, Anatolio Ndong Mba, que esteve na cerimónia oficial de despedida do Secretário-Geral Ban Ki-moon.

Deixe uma resposta




Artigos relacionados

Cabo Verde corrige alteração ao Código Penal

Cabo Verde corrige alteração ao Código Penal

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, promulgou, após o veto inicial, uma alteração ao Código Penal proposta pelo Governo. O…
ONU estima que PIB de Moçambique cresça 5%

ONU estima que PIB de Moçambique cresça 5%

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique cresça 5% este ano. A…
Paulo Pisco volta a ser presidente da subcomissão das diásporas

Paulo Pisco volta a ser presidente da subcomissão das diásporas

O deputado Paulo Pisco, eleito pelo círculo da Europa para atuar na Assembleia da República de Portugal, foi reeleito, por…
Guiné Equatorial mantém 51.º lugar do IIAG

Guiné Equatorial mantém 51.º lugar do IIAG

A Guiné Equatorial manteve o 51.º lugar no Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) 2022, de acordo com um relatório…