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Opinião Guiné-Bissau: Uma dupla ou início de uma tripla nasceu em Nhoma

No domingo 01 de setembro, na Tabanca de Nhoma, nasceu a nova Dupla da política guineense: Nabian/Nambeia. Possivelmente virá a ser designada de 2N´s ou N&N ou Duplo N.

Os resultados das eleições legislativas de Março de 2019 dividiram politicamente o país em duas partes, como se pode ver pela imagem. Atribuindo ao Partido APU-PDGG, a responsabilidade de decidir o futuro do país: de um lado aqueles que se juntaram com o atual Presidente JOMAV, e adiaram a construção do país; e do outro, aqueles que, apesar do sonho “Terra Ranka” que souberam construir para o país, foram expulsos do poder.

A Guiné-Bissau vive um momento único da sua história. É preciso interpretar corretamente esta oportunidade histórica, e esta responsabilidade também histórica que os eleitores atribuíram ao Partido APU.

Não é preciso lembrar a todos os guineenses de que o desenvolvimento da GB só pode começar quando forem capazes de juntar os 2/3 dos poderes necessários a viabilização das reformas estruturais indispensáveis a viabilização económica e social do país.

Quando a GB, por causa das instabilidades políticas, sai de 16.000 funcionários, em 2017, para 24.000 funcionários, em apenas 2 anos (2019), significa que algo de muito sério, e muito mau, esta a acontecer. Está-se a inviabilizar a Guiné-Bissau!

Sem as reformas, não haverá o arranque tão desejado, do desenvolvimento económico e social. E para se iniciar as reformas é preciso que as forças políticas sejam capazes de construir pontes do tamanho de 2/3, no seio da classe política.

Acreditamos serem estes os valores estratégicos que animam e orientam o candidato Nuno Nabiam. É preciso mudar as premissas de base, que sustentam o arranque para o desenvolvimento. É preciso uma visão estratégica nova, capaz de levar a classe política a recriar esta nova maioria, essencialmente orientada para as reformas.

Nuno Nabiam é o único político neste momento, a quem a história ofereceu as condições objetivas e subjetivas indispensáveis, para criar esta nova ponte entre o PRS e o PAIGC, e abrir a possibilidade para a viabilização do país.

Em 2014, houve uma tentativa, atabalhoada, de fazer esta ponte. Infelizmente, os atores principais do processo, não tiveram a oportunidade de ter um Presidente, um árbitro, com a visão correta do momento histórico em que o país se encontrava, e sobretudo, a orientação que se deveria dar a essa maioria entre o PAIGC e o PRS. O então Presidente não ajudou na construção de consensos indispensáveis a construção dos alicerces. Pior, o então Presidente fez tudo para destruir essa maioria, colocando o PAIGC fora do poder.

Os guineenses não iriam perdoar aos políticos, se estes não souberem interpretar de novo os desafios que se apresenta ao país. Não se pode repetir os mesmos erros do passado recente. Não se pode eleger um Presidente que não entenda que ele, enquanto Presidente da República, tem o principal papel na montagem da nova ponte política, capaz de juntar 2/3 do poder, num projeto supra-partidário de construção e criação da riqueza na GB.

Nhoma foi o primeiro passo na construção dessa nova ponte. A nova dupla (Nuno/Nambeia) é só uma primeira parte da reconstrução dessa ponte, testada em 2014. Para a reconstrução dessa ponte, tão necessária ao arranque da GB, vai ser preciso completar as 3 pedras do fogão: Uma Dupla não é suficiente. É preciso uma Tripla.

Carlos Costa

2 Comentários

2 Comments

  1. Biague Januario Jose

    03/09/2019 at 11:54

    è preciso dizer que o pais não precisa de tantas critica mas sem de criação de uma rede ou clima de Paz, reconstrução para atingir os desejado objetivos do futuro para não vir a ser julgados pela geração futura. Qualquer que seja governantes na Guine, basta falar do combate a corrupção, tornaram se inimigos de todos corruptos, razão da oposição dura contra o Presidente da guine, e veremos quem vai construir a guine com o roubo das coisas publicas, desvios dos fundos do povo, Sem o combate a corrupção não podemos avançar, em todo quem assume o cargo de ministro ou seja um cargo no aparelho de estado, sente que ele é maior, pelo contrario, este é criado do povo e das leis que regem o governo. Muitas pessoas não dispõem de noção de estado, pensando que ao assumirem o cargo no estado, é para se enriquecerem, é maú mas muito maú mesmo.. è bom ter este em mente, qualquer presidente que sera eleito na Guine, basta privilegiar o combate a corrupção, tornara-se inimigos do governo, porque os governantes desta geração são corruptos e ficaram sempre a instruírem os mais novos dos seus pecados habituados, cada qual procura ter um bem ou seja se enriquecer o mais rápido possível antes de o governo terminar o seu mandato

  2. António Lagartixa

    07/09/2019 at 23:34

    Nuno Nabiam que em 2014 foi ao beija-mão a Paris, na pessoa de Jean-Louis Esquivié, figura representativa do neo-colonialismo francês e que tem muito para contar sobre os últimos 47 anos da Guiné-Bissau.

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