EJA 2026 visa explorar como surgem e se espalham as narrativas de ódio que dividem comunidades e alimentam autoritarismo;
Programa inclui momentos de apresentação, testemunhos de ativistas, sessões interativas e espaços de reflexão crítica;
Encontro destina-se a jovens entre os 14 e os 24 anos e pretende refletir sobre o papel do ativismo na defesa dos direitos humanos.
A Amnistia Internacional organiza, de 2 a 6 de setembro, na Serra da Estrela, o EJA – Encontro de Jovens Ativistas 2026. Destinado a jovens entre os 14 e os 24 anos, o EJA é um espaço de partilha, aprendizagem e ação pelos direitos humanos que pretende explorar como surgem e se espalham narrativas que dividem comunidades, alimentam o autoritarismo e colocam direitos em risco.
O programa inclui momentos de apresentação da Amnistia Internacional, testemunhos de ativistas, sessões interativas, espaços de reflexão crítica e também momentos de convívio e partilha entre participantes.
“Num momento em que crescem discursos de medo, divisão e desinformação, o EJA propõe-se ser um espaço onde podemos compreender melhor estas dinâmicas e refletir sobre o papel do ativismo na defesa dos direitos humanos”, explica Matia Losengo, da Amnistia Internacional.
“Tudo”, acrescenta o responsável, “porque vivemos tempos em que o medo, a divisão e a desinformação estão a crescer, alimentando narrativas que nos querem separar e criar ‘nós’ e ‘eles’. E essas histórias são usadas para justificar o controlo, silenciar vozes críticas e enfraquecer direitos, concentrando poder nas mãos de poucos”.
O EJA tem um programa intensivo centrado na partilha, discussão e aprendizagem sobre direitos humanos e o papel do ativismo na sua defesa. O programa deste ano foca-se na forma como narrativas de medo, desinformação e divisão contribuem para o crescimento do autoritarismo.
As sessões de trabalho são desenhadas de acordo com os princípios da educação não formal e incluem discussões em plenário, trabalhos de grupo, testemunhos, reflexões individuais, exercícios experienciais, análise crítica de narrativas e outros métodos participativos.
“Em muitos lugares do mundo há pessoas que continuam a ser alvos por quem são ou pelo que defendem. Mas também há ativistas, muitos deles jovens, que questionam, resistem e querem contribuir para uma sociedade mais justa. É importante aproveitar e potenciar esse ativismo”, aponta Matia Losengo.
Mais de 25 anos de EJA
Esta será a 28.ª edição do EJA, um evento pelo qual já passaram mais de 2000 jovens, muitos dos quais continuaram ligados à participação, ao ativismo e aos direitos humanos nas suas escolas, comunidades e percursos pessoais e profissionais.
A edição deste ano volta a reunir jovens de diferentes pontos do país para cinco dias de aprendizagem, debate, partilha e ação em torno dos direitos humanos. O programa decorre ao longo dos cinco dias, incluindo as noites, garantindo também espaço para pausas e momentos informais entre participantes.
A participação dos jovens na Amnistia Internacional após o encontro pode ser feita a título individual, no MAPA – comunidade do WhatsApp para jovens ativistas da Amnistia – ou em coletivo, através de grupos já existentes em 14 distritos, ou ainda com a criação de novos grupos de ativistas.
Este ano, pela primeira vez, a Amnistia Internacional criou o Fundo EJA. Trata-se de uma iniciativa para reforçar a capacidade de continuar a garantir que novos jovens possam beneficiar do projeto nesta e nas próximas edições.
O apoio permite garantir a participação, financiar uma rubrica inteira ou tornar-se o donativo âncora da edição. Ou ajudar a tornar o EJA um espaço ainda mais inclusivo, para que nenhum jovem fique de fora por razões económicas.
