Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades dos Açores. Foto: Agência Incomparáveis
O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades dos Açores, Paulo Estêvão, valorizou a missão empresarial da Casa dos Açores de Minas Gerais realizada entre os dias 20 e 24 de abril, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, um momento que contou também com a assinatura do acordo que formaliza a Delegação em Lisboa da instituição, sublinhando a importância da presença da comitiva empresarial brasileira no arquipélago.
Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, no âmbito da Missão Empresarial Minas Gerais-Açores, Paulo Estêvão referiu o potencial económico da presença da delegação brasileira nos Açores, afirmando ser “muito importante”, já que “significa uma oportunidade de negócio, quer para os empresários que estão a ver o potencial que a Região Autónoma dos Açores tem, quer para nós próprios no governo açoriano, que também temos interesse em criar também componentes de negócio em Minas Gerais”.
Paulo Estêvão realçou também a posição estratégica dos Açores no contexto económico global, referindo que o arquipélago “tem uma posição extraordinária, uma vez que integramos a União Europeia, e isso significa que estamos num dos maiores espaços económicos do mundo”, acrescentando que a região dispõe também de uma ligação privilegiada aos Estados Unidos.
Sobre esse ponto, o secretário regional afirmou que os Açores têm “uma posição extraordinariamente importante junto dos Estados Unidos, onde temos uma comunidade enorme e, portanto, uma presença histórica muito boa e um bom relacionamento muito próximo”.
Paulo Estêvão acrescentou que essa dupla inserção internacional coloca os Açores numa posição privilegiada, referindo que a Região está “próximo de dois grandes blocos económicos”, sustentando que este facto reforça a sua capacidade de ser plataforma de ligação ao Brasil.
Sobre a relação com Minas Gerais, este governante explicou que os Açores “significam uma boa plataforma para o desenvolvimento de negócios provenientes do Brasil, e, neste caso, do grande Estado agrícola, que é o Estado de Minas Gerais”, que descreveu como “um dos Estados com uma das maiores pujanças económicas do Brasil”.
Paulo Estêvão sublinhou ainda a dimensão identitária dessa relação, enquadrando-a na presença histórica da diáspora açoriana, afirmando que a ligação com Minas Gerais representa “um relacionamento, digamos assim, familiar”.
Relativamente ao acordo que formaliza a Delegação em Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, Paulo Estêvão afirmou que “este acordo é uma plataforma bastante importante de projeção das Casas dos Açores”, defendendo que se trata de “um exemplo que deveria ser replicado por um conjunto vasto das nossas Casas”.
O secretário regional disse ainda que a nova estrutura permite alargar o alcance das comunidades açorianas, explicando que se abrem “outras possibilidades para uma cooperação mais importante entre os Açores e as grandes comunidades açorianas que estão espalhadas um pouco por todo o mundo”.
Por fim, Paulo Estêvão destacou a importância da dimensão económica da diáspora, afirmando que “ter essa componente também pragmática, a parte não apenas cultural, mas também a parte económica, é muito importante”, acrescentando que as comunidades emigrantes “valorizam a identidade cultural, mas também valorizam muito a criação de mecanismos que permitem um maior progresso económico e o desenvolvimento dos Açores”.
Ígor Lopes
