O estudo “Climate damage projections beyond annual temperature”, publicado na revista científica Nature Climate Change, revelou que, independentemente dos esforços em curso, as alterações climáticas vão reduzir em cerca de 10% o Produto Interno Bruto (PIB) da economia mundial, até 2050, sendo o impacto ainda maior nos países mais pobres da região tropical (cerca de 17% do PIB).
Paul Waidelich, Fulden Batibeniz, James Rising, Jarmo S. Kikstra e Sonia Seneviratne, autores da investigação, revelaram que os estragos das alterações climáticas custam seis vezes mais do que reduzir as emissões. A redução das emissões de gases com efeito de estufa o mais rapidamente possível continua a ser crucial para evitar impactos económicos ainda mais devastadores.
As consequências económicas das alterações climáticas, de acordo com o novo estudo, poderão aumentar em dezenas de triliões de dólares, por ano, até 2100, se o planeta aquecer significativamente mais de 2°C acima dos níveis de meados do século XIX.
Tem sido registado, sucessivamente, novos recordes de temperatura média à superfície da Terra, acompanhado de uma subida do nível do mar. Os países pobres, e normalmente os menos responsáveis pelas alterações, serão os mais afetados, sobretudo os que se localizam nas zonas tropicais. Muitos destes países não dispõem de recursos para se adaptarem aos seus impactos.
As projeções baseiam-se em quatro décadas de dados económicos e climáticos de 1600 regiões, em vez de estatísticas por país, o que permite a inclusão de danos ignorados em estudos anteriores, como a precipitação extrema.
