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COP30: Estado do Pará e Portugal unem esforços para “proteger o bioma amazónico”

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No âmbito da COP30, o governo do estado brasileiro do Pará, através do secretário de Ciência, Tecnologia, Educação Superior, Profissional e Tecnológica, Victor Orengel Dias, e do Presidente da Fundação Guamá, João Weyl, assinou um Memorando de Cooperação Científica e Tecnológica com a empresa portuguesa CEiiA para desenvolver soluções tecnológicas avançadas para proteger o bioma da Amazónia.

A assinatura foi presidida por Victor Orengel Dias, que destacou a relevância estratégica do acordo para a ciência e inovação na região: “A parceria firmada com o CEiiA reafirma o compromisso do Pará em construir uma ciência conectada às exigências socioambientais da Amazónia, utilizando tecnologias avançadas que agregam valor económico às riquezas naturais da região”, sublinhou.

“Esse movimento fortalece o PCT Guamá como ambiente estratégico de inovação, pesquisa aplicada e negócios destinados à biodiversidade, impulsionando o desenvolvimento do Vale da Biotecnologia e ampliando oportunidades de integração entre conhecimento científico e crescimento sustentável”, acrescentou.

Já Gualter Crisóstomo, diretor executivo do Digital Innovation Hub do CEiiA, referiu as oportunidades da parceria para “potenciar as competências de cada parceiro para desenvolver conhecimento, produtos e serviços capazes de responder aos desafios da Amazónia – desafios que são, na verdade, globais”.

Neste sentido, a cooperação agora estabelecida prevê o desenvolvimento de projetos inovadores nas áreas climática, florestal, de saúde e logística, bem como na mobilidade urbana e cidades inteligentes, envolvendo atores locais, capacitação, treino e mobilidade técnica.

A primeira ação do acordo assenta num mapa avançado de ocupação do solo e carbono, ou seja, até janeiro de 2026, o grupo de trabalho irá definir o primeiro projeto conjunto: um sistema avançado de recolha e análise de dados sobre ocupação de solos e potencial de sequestro de carbono, integrando informação geoespacial e observação da Terra.

O objetivo passa por criar ferramentas científicas robustas que suportem políticas públicas, certificação ambiental e novos modelos de financiamento climático.

O memorando visa ainda mobilizar várias iniciativas assentes em tecnologia de ponta, tais como espacial, robótica, inteligência artificial e big data, tendo em vista a implementação de soluções tecnológicas de sustentabilidade e proteção do bioma amazónico.

A ação procura envolver instituições científicas, empresas e parceiros dos ecossistemas de inovação de ambos os países, promovendo a cooperação técnica e a transferência de conhecimento entre Portugal e Brasil.

Ígor Lopes

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