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Cientistas aproximam-se de revelar o ADN de Leonardo da Vinci

Uma equipa internacional de investigadores está cada vez mais próxima de desvendar o perfil genético de Leonardo da Vinci, numa descoberta que poderá lançar nova luz sobre as origens biológicas do seu génio. O chamado “Projeto ADN de Leonardo” reúne décadas de investigação genealógica e avanços científicos com o objetivo de reconstruir o ADN de uma das figuras mais influentes da história.

O estudo, desenvolvido ao longo de mais de 30 anos, permitiu mapear a árvore genealógica da família Da Vinci ao longo de 21 gerações, identificando mais de 400 indivíduos. Entre eles, foram encontrados 15 descendentes masculinos vivos ligados diretamente à linhagem paterna, o que abriu caminho para análises genéticas comparativas, centradas no cromossoma Y.

Os primeiros testes realizados a seis destes descendentes revelaram marcadores genéticos idênticos, confirmando a continuidade da linhagem familiar ao longo de séculos. Este avanço é considerado crucial para validar a reconstrução genealógica e poderá permitir, no futuro, comparar estes dados com material biológico antigo potencialmente associado ao próprio Leonardo.

Paralelamente, escavações arqueológicas em Vinci estão a tentar identificar restos mortais de familiares diretos, como o avô e meio-irmãos do artista. Alguns fragmentos ósseos já foram analisados e poderão fornecer ADN antigo para comparação, reforçando a possibilidade de reconstruir o perfil genético do génio renascentista.

Se bem-sucedido, o projeto poderá não só ajudar a compreender características biológicas de Leonardo — como a sua capacidade cognitiva, visão ou saúde — mas também abrir novas portas na autenticação de obras de arte. Para os investigadores, trata-se de um marco que poderá redefinir os limites entre história, ciência e património cultural.

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