Uma equipa de investigadores do Instituto de Neurociências de Espanha identificaram um pequeno circuito na amígdala, região do cérebro responsável pelo processamento das emoções, que parece desempenhar um papel central na ansiedade, no isolamento social e em comportamentos associados à depressão.
O estudo, publicado na revista científica iScience, revelou que a atividade anormal de um grupo específico de neurônios é suficiente para desencadear alterações emocionais significativas. Os cientistas verificaram que ratos geneticamente modificados foram submetidos a níveis elevados de ansiedade e dificuldades de interação social devido a um desequilíbrio nesse circuito cerebral.
Ao restaurarem a atividade normal desses neurônios, a investigação reverteu os comportamentos ansiosos e melhorou as capacidades sociais dos animais. Segundo os autores, bastou corrigir a comunicação entre determinadas células nervosas da amígdala para observar melhorias marcantes.
Os resultados foram igualmente confirmados em ratos sem alterações genéticas, mas naturalmente mais ansiosos, indicando que este mecanismo poderá representar um princípio geral do funcionamento emocional do cérebro e não apenas um caso específico de laboratório.
Embora sejam necessários mais estudos antes de qualquer aplicação em humanos, a descoberta abre novas perspectivas para o desenvolvimento de tratamentos mais precisos e direcionados para perturbações como a ansiedade, a depressão e outros problemas de saúde mental.
