A Organização Internacional para Migrações (OIM) intensificou as operações de segurança sanitária em África, respondendo ao surto de ébola na República Democrática do Congo e apoiando esforços de contenção do Mpox em Angola, Etiópia, Malawi, Sudão do Sul, Uganda e na própria RD Congo.
As ações incluem a operacionalização de 90 pontos de entrada e áreas transfronteiriças em 15 países, com foco em rastreio de pessoas, triagem, vigilância e comunicação de riscos para proteger comunidades e viajantes.
A elevada mobilidade e o acesso limitado aos serviços de saúde tornam as comunidades fronteiriças particularmente vulneráveis à propagação de doenças infecciosas. Até 16 de outubro, o surto de ébola na RD Congo registou 64 casos e 45 mortes. Para reduzir o risco, já foram realizadas mais de 169 mil triagens, além de rastreio de contactos, envolvimento comunitário e formação de funcionários do Governo. Em Angola, a OIM e parceiros desenvolveram planos de contingência conjuntos para reforçar a preparação e resposta nas fronteiras partilhadas.
Além do ébola, a OIM tem monitorizado outros surtos, incluindo sarampo e Mpox, promovendo a utilização de dados de mobilidade para orientar políticas de saúde pública em Uganda e Etiópia. No Malawi e no Sudão do Sul, o foco é reforçar a vigilância, o rastreio e o acesso à vacinação em pontos estratégicos da fronteira, assegurando uma mobilidade segura e saudável.
