Comunicado do Ministério da Economia e Coesão Territorial:
Saúde, biotecnologia, inteligência artificial e transição climática e energética estão entre as áreas mais representadas.
Durante três meses, as equipas vão beneficiar de aceleração intensiva nas áreas da validação tecnológica, modelos de negócio, preparação para o mercado e acesso a investidores e parceiros empresariais.
A primeira edição do Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition, programa nacional de aceleração, arranca esta terça-feira, dia 8 de setembro, no Porto, com os 31 projetos científicos e tecnológicos escolhidos entre 98 candidatos de todo o país.
Promovido pela Startup Portugal, em parceria com a Hello Tomorrow e a Porto Business School, e com o apoio da Câmara Municipal do Porto, o programa pretende acelerar a transformação de conhecimento científico e tecnológico desenvolvido em Portugal em soluções com potencial de mercado.
Dos 31 projetos selecionados, seis são de saúde, seis de biotecnologia e cinco de inteligência artificial, aos quais se juntam cinco projetos ligados à transição climática e energética. A seleção integra ainda projetos nas áreas dos materiais avançados e nanotecnologia, tecnologias “duplo uso”, robótica e sistemas autónomos, espaço e aeronáutica.
Quase metade dos projetos está ainda em fase de prova de conceito, enquanto 39% já testou a tecnologia em ambientes próximos da aplicação real.
Durante três meses, as equipas vão beneficiar de aceleração intensiva nas áreas da validação tecnológica, modelos de negócio, preparação para o mercado e acesso a investidores e parceiros empresariais. O programa termina a 15 de dezembro, no Porto, com um Demo Day.
A ligação à rede global da Hello Tomorrow permitirá ainda aos participantes aceder a uma comunidade internacional de mais de 5000 startups e cerca de 1300 investidores especializados em deep tech.
O programa responde às características específicas das tecnologias deep tech, que envolvem habitualmente ciclos de desenvolvimento mais longos, maiores necessidades de investimento e processos de validação mais exigentes. O objetivo é contribuir para aumentar o número de empresas de base científica e tecnológica em Portugal e promover uma maior aproximação entre a investigação e o mercado.
Para o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, a importância deste programa vai além da vertente de aceleração, devendo também “contribuir para promover uma mudança cultural mais ampla nas nossas universidades e instituições de investigação: uma cultura em que cientistas, docentes e estudantes encarem o mercado não como um afastamento da missão científica, mas como uma das formas através das quais a ciência pode servir a sociedade”.
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