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A redução de emissões de metano pode promover a segurança energética global, alerta relatório

O combate às emissões de metano pode desempenhar um papel decisivo no reforço da segurança energética, especialmente num contexto de crise global. A conclusão é do mais recente relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que aponta para níveis persistentemente elevados deste gás no setor energético.

Segundo o relatório Global Methane Tracker 2026 , as emissões de metano provenientes de combustíveis fósseis mantiveram-se próximas de máximos históricos em 2025, apesar dos compromissos assumidos por vários países e empresas. A análise revela uma lacuna significativa entre as metas anunciadas e sua implementação eficaz.

A AIE destaca, no entanto, que existem soluções viáveis ​​e já disponíveis para reduzir estas emissões. Cerca de 70% da metano libertação pelo setor energético poderia ser evitada com as tecnologias existentes, sendo que uma parte significativa dessas reduções poderia ser obtida sem custos líquidos, sobretudo face aos atuais preços elevados da energia.

Para além dos benefícios ambientais, a redução do metano pode contribuir diretamente para aumentar a oferta de gás natural. De acordo com o relatório, medidas de mitigação poderiam disponibilizar até 200 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano a nível global, ajudando a compensar no abastecimento, como as causadas pelo prejuízo no Médio Oriente.

A AIE sublinha ainda que o reforço da monitorização, nomeadamente através de satélites, está a melhorar a detecção de fugas e emissões. Países como o Canadá e membros da União Europeia já avançaram com regulamentações mais rigorosas, enquanto outras nações preparam medidas semelhantes, num esforço crescente para alinhar objetivos climáticos com necessidades energéticas.

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