Um estudo sugere que a maior capacidade de adaptação do cérebro jovem após uma lesão pode ter consequências negativas. Embora a plasticidade facilite a recuperação, também poderá favorecer a formação de circuitos anormais associados à epilepsia pós-traumática.
A investigação, realizada em ratinhos, mostrou que os animais mais jovens desenvolveram epilepsia mais tarde, mas apresentaram posteriormente mais crises e de maior intensidade. Nos ratinhos mais velhos, as convulsões surgiram mais cedo, mas a carga global de epilepsia foi menor.
O envelhecimento teve, contudo, outros efeitos. Os animais mais velhos registaram maior neuroinflamação e mais dificuldades na preservação de memórias a longo prazo, apesar de recuperarem mais rapidamente algumas funções motoras.
Os investigadores defendem que a idade pode influenciar de forma diferente as consequências de uma lesão cerebral, apontando para a necessidade de estratégias distintas: nos mais jovens, prevenir a formação de redes epiléticas; nos mais velhos, combater a inflamação e o declínio cognitivo.
