Um estudo genético de larga escala sugere que a diabetes tipo 1 poderá não ser uma doença biologicamente única, mas incluir pelo menos dois subtipos associados a diferentes mecanismos do sistema imunitário.
A investigação analisou 9091 pessoas com diabetes tipo 1 e 14.157 indivíduos saudáveis, comparando dois perfis genéticos já associados à doença: HLA-DR3 e HLA-DR4. Os resultados revelaram diferenças genéticas significativas entre os grupos.
Nos participantes com DR3, os investigadores encontraram maior envolvimento dos mastócitos, enquanto no grupo DR4 se destacou a ação dos linfócitos T, responsáveis por atacar as células beta do pâncreas que produzem insulina.
A descoberta pode abrir caminho a uma abordagem mais personalizada da doença. No futuro, os ensaios clínicos e os tratamentos poderão ter em conta o perfil genético dos doentes, embora os investigadores sublinhem que são necessários novos estudos para confirmar estas diferenças.
