A qualidade do sono tem um impacto mais significativo no desempenho escolar e na vida social dos adolescentes do que o tempo de ecrã, a alimentação ou a atividade física, segundo um estudo realizado por investigadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
A investigação, que analisou dados de mais de sete mil crianças e adolescentes entre os 10 e os 13 anos, concluiu que jovens com sintomas de ansiedade, depressão ou outras dificuldades de saúde mental tendem a apresentar piores resultados académicos e maiores problemas de interação social. No entanto, uma parte importante dessa relação está associada à qualidade do sono.
Os investigadores explicam que dormir mal compromete a atenção, a memória, a capacidade de concentração e o controlo emocional, afetando tanto o rendimento na escola como as relações interpessoais. Por isso, defendem que promover hábitos de sono saudáveis pode ser uma estratégia eficaz para melhorar o bem-estar e o desempenho dos adolescentes.
