e-Global

Estudo defende prescrição de exercício físico para melhorar a saúde cerebral

A atividade física deve passar a integrar os cuidados médicos de forma mais estruturada, com recomendações adaptadas às necessidades de cada doente. A proposta é apresentada num artigo científico publicado na revista Brain Health, no qual investigadores das universidades de Ottawa e Toronto, no Canadá, defendem que o exercício pode desempenhar um papel importante na prevenção e no acompanhamento de problemas de saúde mental e cognitiva.

Segundo os investigadores, a prática regular de exercício contribui para o funcionamento do cérebro, influenciando a circulação sanguínea, os processos inflamatórios e a capacidade de adaptação das células nervosas. Estudos científicos apontam ainda para benefícios na redução de sintomas de depressão e ansiedade, embora algumas associações entre atividade física e menor risco de demência necessitem de investigação adicional.

Os especialistas propõem que os médicos deixem de recomendar apenas a prática genérica de exercício e passem a definir planos individualizados, especificando a modalidade, a intensidade, a frequência e a duração das atividades. A Organização Mundial da Saúde recomenda aos adultos entre 150 e 300 minutos semanais de exercício moderado, mas os investigadores salientam que períodos mais curtos também podem trazer benefícios.

Em Portugal, o Serviço Nacional de Saúde já promove a atividade física através de iniciativas específicas. Contudo, a possibilidade de comparticipar programas de exercício supervisionado exigiria novas regras de financiamento e acompanhamento profissional. Para os autores, garantir o acesso a estas atividades é essencial para evitar que dificuldades económicas ou limitações físicas impeçam os doentes de beneficiar desta abordagem.

Exit mobile version