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Estudo revela como o sono regula a hormona do crescimento e influencia a saúde cerebral

Investigadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, identificaram um circuito cerebral que liga o sono à libertação da hormona do crescimento, ajudando a explicar a relação entre o descanso, a recuperação muscular, o metabolismo das gorduras e o funcionamento do cérebro. O estudo, publicado na revista científica Cell, foi divulgado a 17 de outubro de 2026 e poderá abrir caminho a novas abordagens para tratar perturbações do sono e algumas doenças metabólicas e neurológicas.

A hormona do crescimento desempenha um papel importante no desenvolvimento dos ossos, na manutenção da massa muscular e na regulação da utilização das gorduras pelo organismo. A sua libertação está associada ao sono, mas os mecanismos cerebrais responsáveis por controlar este processo não estavam totalmente esclarecidos. A equipa identificou, no hipotálamo, neurónios que regulam a produção hormonal através de sinais que estimulam ou inibem a sua libertação.

A investigação revelou também que a relação funciona nos dois sentidos: enquanto o sono favorece a libertação da hormona do crescimento, esta influencia os circuitos cerebrais responsáveis pelo estado de alerta. Os cientistas observaram que a hormona atua sobre o locus coeruleus, uma região do tronco cerebral envolvida na atenção, na vigília e em funções cognitivas. Este mecanismo de regulação recíproca ajuda a manter o equilíbrio entre o descanso e o despertar.

Para chegar a estas conclusões, os investigadores analisaram a atividade cerebral de ratinhos, recorrendo a elétrodos e a técnicas de estimulação de neurónios específicos. Os resultados mostraram que os sinais cerebrais variam consoante a fase do sono, mas convergem na regulação da libertação hormonal. A equipa considera que alterações neste sistema poderão ajudar a compreender por que razão o sono insuficiente ou de má qualidade prejudica o metabolismo e a recuperação física.

Apesar do potencial das descobertas, os investigadores sublinham que são necessários mais estudos para determinar se os mesmos mecanismos funcionam de forma idêntica nos seres humanos e se podem ser utilizados em tratamentos seguros. A investigação poderá, no futuro, contribuir para novas estratégias contra perturbações do sono associadas a doenças como a diabetes, a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer.

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