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Estudo revela diferenças nos riscos da obesidade entre homens e mulheres

Um novo estudo apresentado pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade revela que a obesidade afeta homens e mulheres de forma distinta, com impactos diferentes na saúde metabólica, cardiovascular e inflamatória. As conclusões foram divulgadas no Congresso Europeu sobre Obesidade 2026, em Istambul.

A investigação mostra que os homens tendem a acumular mais gordura abdominal — conhecida como gordura visceral — que envolve os órgãos internos e está associada a um maior risco de doenças cardíacas e metabólicas. Além disso, apresentam níveis mais elevados de enzimas hepáticas, o que pode indicar maior probabilidade de danos no fígado.

Por outro lado, as mulheres com obesidade apresentam níveis mais elevados de inflamação e colesterol, fatores que também aumentam o risco de doenças cardiovasculares e de diabetes tipo 2. Estas diferenças sugerem que o impacto da obesidade na saúde não é uniforme e depende do sexo biológico.

O estudo, conduzido por investigadores da Universidade Dokuz Eylul, analisou mais de mil pacientes e identificou variações significativas em indicadores como pressão arterial, marcadores inflamatórios e perfil lipídico. Os resultados apontam para a necessidade de abordagens médicas mais personalizadas no tratamento da obesidade.

Segundo os cientistas, fatores hormonais, como o estrogénio, bem como diferenças no sistema imunitário e na forma como a gordura é distribuída no corpo, ajudam a explicar estas discrepâncias. Os autores defendem que futuras investigações poderão contribuir para terapias mais eficazes e adaptadas a homens e mulheres, melhorando os resultados clínicos no combate a esta doença crónica.

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