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Estudo sugere que composto natural pode reforçar eficácia das vacinas em idosos

Um composto natural presente em alimentos como gérmen de trigo, cogumelos e queijos curados poderá ajudar a melhorar a resposta do sistema imunitário às vacinas em adultos mais velhos. A conclusão resulta de um estudo piloto liderado por investigadores do Centro Max Delbrück de Medicina Molecular, na Alemanha, e da Universidade de Oxford, cujos resultados foram publicados na revista científica Aging Cell.

A investigação centrou-se na espermidina, uma molécula produzida naturalmente pelo organismo e também encontrada em diversos alimentos. No ensaio participaram 40 adultos saudáveis com 65 ou mais anos que, após receberem a terceira dose da vacina contra a Covid-19, tomaram diariamente um suplemento de espermidina ou um placebo durante 13 semanas. Os investigadores verificaram que os maiores benefícios ocorreram entre os participantes que inicialmente apresentavam uma resposta imunitária mais fraca à vacinação.

Segundo o estudo, os idosos que receberam espermidina desenvolveram níveis mais elevados de anticorpos contra o SARS-CoV-2 e uma maior capacidade para neutralizar diferentes variantes do vírus. Os investigadores observaram ainda uma redução dos marcadores associados ao envelhecimento do sistema imunitário e um aumento da autofagia, processo através do qual as células eliminam componentes danificados e mantêm o seu funcionamento normal.

Apesar dos resultados considerados promissores, a equipa científica sublinha que o estudo envolveu apenas 40 participantes e, por isso, as conclusões devem ser encaradas como preliminares. Os investigadores defendem a realização de ensaios clínicos de maior dimensão para confirmar se a espermidina pode melhorar de forma consistente a eficácia das vacinas, incluindo outras imunizações, como a vacina sazonal contra a gripe. Até ao momento, o suplemento revelou-se seguro e bem tolerado pelos participantes, sem efeitos adversos associados ao tratamento.

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