Um novo estudo da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, sugere que modelos de linguagem de inteligência artificial podem simular estados emocionais humanos e, com isso, abrir novas possibilidades para a investigação em saúde mental.
Segundo os investigadores, os chamados LLM conseguem reproduzir padrões de processamento cognitivo e afetivo associados a emoções como medo, ansiedade, raiva, tristeza e stress, permitindo testar como esses estados influenciam o comportamento em condições controladas.
No estudo, os cientistas pediram aos modelos de IA que imitassem diferentes emoções e analisaram depois se essas simulações podiam ser revertidas através de estratégias de regulação emocional. Também foi avaliado se estados emocionais induzidos levavam os sistemas a cometer erros semelhantes aos observados em humanos.
Os resultados indicam que, apesar de não possuírem consciência ou emoções reais, estes modelos conseguem replicar certos padrões de pensamento através da linguagem, o que pode permitir experiências experimentais difíceis ou impossíveis de realizar em humanos ou animais por razões éticas.
Os investigadores destacam ainda a vantagem de poder repetir testes em condições idênticas e de forma controlada, o que poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens em psicoterapia baseada em conversa e no estudo de perturbações mentais.
