A forma como a eutanásia é regulada na Europa continua a dividir opiniões e políticas públicas, com diferentes países a adotarem modelos distintos — desde a legalização plena até à proibição total. O tema voltou a ganhar destaque após um caso mediático em Espanha, reacendendo o debate sobre o direito à morte assistida.
Atualmente, países como Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo permitem a eutanásia realizada por médicos, desde que o doente cumpra critérios rigorosos, como sofrimento considerado insuportável, ausência de perspetiva de cura e decisão voluntária confirmada por avaliações independentes.
Em Espanha, onde a prática foi legalizada em 2021, os pacientes devem formalizar dois pedidos com intervalo mínimo e comprovar uma condição grave e incurável ou altamente incapacitante. Já a Áustria segue um modelo mais restrito, permitindo apenas o suicídio assistido, em que o próprio doente administra a medicação após validação médica.
Outros países ainda estão em fase de discussão ou enfrentam entraves legais. Em França, o processo legislativo continua em debate. Em Portugal, apesar da aprovação parlamentar, a lei ainda não entrou em vigor devido a obstáculos constitucionais. Já Malta e Eslovénia têm recorrido a consultas públicas e referendos sobre o tema.
Apesar das diferenças entre países, a maioria das legislações que permite a eutanásia impõe regras rigorosas para garantir decisões livres e conscientes. Ainda assim, a questão continua a gerar forte debate ético, jurídico e social em toda a Europa.
