Cientistas da Universidade do Sul da Austrália desenvolveram uma injeção de ação prolongada que poderá substituir a toma diária de vários comprimidos para a doença de Parkinson, oferecendo uma alternativa menos exigente para milhões de doentes em todo o mundo.
O tratamento combina Levodopa e Carbidopa numa única dose injetável, libertada gradualmente ao longo de sete dias.
Os investigadores defendem que esta solução poderá reduzir falhas na medicação, um problema que afeta cerca de metade dos pacientes com doenças crónicas.
Atualmente, quem vive com Parkinson enfrenta sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos, sendo o tratamento diário fundamental para manter a mobilidade e reduzir o risco de quedas.
A inovação ainda não foi testada em seres humanos, mas os primeiros ensaios em animais devem começar nos próximos meses.
Vários especialistas e associações de doentes consideram que este avanço poderá marcar uma nova era na abordagem terapêutica à segunda doença neurodegenerativa mais comum, depois do Alzheimer.
