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Longos períodos sentado podem aumentar em 9% o risco de morte por cancro

Passar longos períodos sentado e sem interrupções pode estar associado a um maior risco de morte por cancro, segundo um novo estudo liderado por investigadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. A investigação concluiu que cada hora adicional diária de comportamento sedentário prolongado esteve associada a um aumento de 9% no risco de mortalidade por cancro.

Publicado na revista PLOS Medicine, o estudo analisou dados de 91.292 participantes do UK Biobank, que utilizaram monitores de atividade durante sete dias. Os investigadores acompanharam os participantes durante uma média de 12,38 anos e distinguiram entre períodos prolongados de sedentarismo, definidos como pelo menos 30 minutos com 90% ou mais do tempo passado em atividades sedentárias, e períodos de sedentarismo interrompidos por movimento.

Os resultados indicaram que o sedentarismo prolongado esteve associado não apenas a uma maior mortalidade por cancro, mas também a uma maior incidência global da doença e a um risco acrescido de vários tipos de cancro relacionados com a obesidade e a diabetes tipo 2. Em sentido contrário, interromper regularmente os períodos sentados com algum movimento apresentou associações com menor risco nos diferentes indicadores analisados.

Os investigadores estimaram ainda que substituir uma hora diária de sedentarismo prolongado por atividade física ligeira poderia estar associado a uma redução de 12% no risco de morte por cancro. A equipa considera que pequenas interrupções do tempo sentado podem ter efeitos favoráveis sobre processos metabólicos, uma vez que estudos experimentais anteriores indicam que breves períodos de movimento podem melhorar determinadas respostas do organismo face ao sedentarismo contínuo.

Apesar dos resultados, os autores alertam que o estudo é observacional e não permite concluir que permanecer sentado durante longos períodos cause diretamente cancro ou morte pela doença. Além disso, os participantes pertenciam a uma única coorte e podem não representar toda a população do Reino Unido. Ainda assim, a investigação sugere que não é apenas o número total de horas passadas sentado que pode ser relevante, mas também a forma como esse tempo é distribuído ao longo do dia, reforçando a importância de interromper períodos prolongados de inatividade com movimentos regulares, mesmo que ligeiros.

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