Um novo estudo da Universidade de Nova York revela que o medo de envelhecer, especialmente a preocupação com futuros problemas de saúde, pode acelerar o envelhecimento do corpo a nível celular. A investigação, divulgada a 26 de fevereiro de 2026, concluiu que a ansiedade relacionada ao envelhecimento não é apenas psicológica, podendo também provocar alterações biológicas mensuráveis.
Os cientistas analisaram dados de 726 mulheres e descobriram que aquelas que demonstravam maior ansiedade sobre o declínio da saúde apresentavam sinais de envelhecimento biológico mais rápido, medidos através de avançados “relógios epigenéticos”. Estes indicadores avaliam alterações no funcionamento dos genes e estão associados a um maior risco de doenças relacionadas com a idade e ao declínio físico.
Segundo os investigadores, o medo da deterioração da saúde teve um impacto mais significativo do que preocupações com a aparência ou fertilidade, que não mostraram ligação relevante com o envelhecimento celular. Os especialistas explicam que o stress psicológico prolongado pode influenciar o organismo, afectando o sistema imunitário, a regulação genética e outros mecanismos essenciais à saúde.
Apesar dos resultados, os cientistas alertam que são necessários mais estudos para confirmar a relação directa entre ansiedade e envelhecimento biológico. Ainda assim, a investigação reforça a importância da saúde mental como factor determinante para o envelhecimento saudável, destacando que reduzir o stress e promover o bem-estar psicológico pode contribuir para uma vida mais longa e com melhor qualidade.
