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Novo exame de sangue deteta vários tipos de cancro e pode indicar a sua origem

Investigadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), desenvolveram um novo exame de sangue que mostrou potencial para detetar vários tipos de cancro, doenças do fígado e sinais de lesões noutros órgãos a partir de uma única amostra. A técnica, denominada MethylScan, analisa fragmentos de ADN que circulam naturalmente na corrente sanguínea.

O método concentra-se na metilação do ADN, um conjunto de marcas químicas que varia entre diferentes tecidos e pode sofrer alterações quando as células ficam doentes ou cancerosas. Os investigadores procuraram ainda reduzir a grande quantidade de ADN proveniente de células sanguíneas normais, que pode dificultar a identificação de sinais associados a doenças em fase inicial.

Num estudo com 1.061 pessoas, incluindo doentes com cancro do fígado, pulmão, ovário e estômago, o MethylScan identificou cerca de 63% dos cancros em todas as fases, com uma especificidade de 98%. Nos casos de cancro em fase inicial, a taxa de deteção foi de aproximadamente 55%, enquanto entre pessoas com elevado risco de cancro do fígado o método identificou quase 80% dos casos.

Uma das características mais promissoras da técnica é a capacidade de indicar o tecido de origem dos sinais anormais encontrados no sangue. Os investigadores conseguiram também distinguir diferentes doenças hepáticas, incluindo hepatites virais e doenças associadas ao metabolismo, com uma precisão de cerca de 85%.

Apesar dos resultados iniciais, a técnica ainda precisa de ser avaliada em estudos maiores e realizados em condições de rastreio na população. Os investigadores consideram, contudo, que o MethylScan poderá contribuir para desenvolver no futuro análises de sangue mais acessíveis, capazes de detetar precocemente várias doenças e orientar os médicos para os órgãos que necessitam de investigação adicional.

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