O aumento de casos de dengue e outras arboviroses nas Américas está fortemente ligado às alterações climáticas, alertou o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, durante a Cúpula Uma Só Saúde, realizada esta semana em Lyon, França. Em 2024, a região registou mais de 13 milhões de casos de dengue e 8.400 mortes, marcando a maior epidemia da doença já registada.
Barbosa sublinhou que enfrentar esta crise exige uma resposta integrada de saúde, envolvendo setores como água e saneamento, agências ambientais e governos locais, e não apenas o setor da saúde. Para o diretor da Opas, a dengue deixou de ser apenas uma doença tropical, passando a ser um indicador global da relação entre alterações climáticas e saúde pública.
A agência da ONU nas Américas tem promovido vigilância integrada e colaborativa, combinando sinais da saúde humana, animal e ambiental, e criou infraestruturas resilientes para gerir ameaças de dengue, zika, chikungunya, febre amarela e oropouche. Paralelamente, apoia a distribuição de vacinas com garantia de qualidade, incluindo novas ferramentas contra a dengue.
