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OMS reafirma que as vacinas não causam autismo após nova análise exaustiva

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a confirmar que não existe qualquer relação causal entre as vacinas e os transtornos do espectro do autismo, após uma nova revisão abrangente da evidência científica disponível.

A avaliação surge na sequência de apelos do governo dos Estados Unidos para reabrir o debate, apesar do consenso científico acumulado há décadas. O Comité Consultivo Global sobre Segurança Vacinal analisou 31 estudos publicados entre 2010 e 2025, abrangendo vacinas infantis e imunizações que contêm timerosal — um conservante à base de mercúrio que tem sido utilizado de forma segura há muitos anos.

Segundo a OMS, os dados “confirmam de forma contundente a ausência de ligação causal entre vacinas e autismo”, reforçando o robusto perfil de segurança das vacinas administradas na infância e durante a gravidez. A análise incluiu também evidências acumuladas desde 1999 sobre adjuvantes de alumínio, concluindo que não existe qualquer associação entre estes componentes e o autismo. Entre os estudos revistos está uma análise de coorte baseada nos registos nacionais de crianças nascidas na Dinamarca entre 1997 e 2018.

“As conclusões são sempre as mesmas: as vacinas não causam autismo — as vacinas causam adultos”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A organização apelou aos governos para que baseiem as suas políticas de imunização na ciência mais atual e reforçou que a vacinação infantil é um dos maiores marcos de saúde pública, tendo salvo pelo menos 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos.

A controvérsia reacendeu-se após declarações do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que afirmou ter instruído os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) a reavaliar a sua posição histórica sobre o tema. A recente decisão do painel de vacinação dos CDC — recomendando a primeira dose contra hepatite B apenas para bebés de mães com teste positivo — também gerou debate, sobretudo porque muitas mulheres grávidas no país não têm acesso a testes prévios.

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