A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a intensificar o apoio aos países para acelerar a implementação do roteiro global “Derrotando a Meningite até 2030”, numa altura em que a doença continua a provocar centenas de milhares de mortes todos os anos e a deixar muitos sobreviventes com sequelas permanentes. A iniciativa pretende reforçar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, através de respostas nacionais mais coordenadas.
Apesar da existência de vacinas eficazes e de tratamentos capazes de reduzir significativamente a mortalidade, muitos países ainda enfrentam dificuldades no reforço da vigilância epidemiológica, dos sistemas laboratoriais e da capacidade de resposta rápida a surtos. A OMS considera que melhorar estes mecanismos é essencial para reduzir o impacto da doença e aproximar o mundo da meta estabelecida para 2030.
Neste contexto, a organização realizou recentemente oficinas regionais em Copenhaga, na Dinamarca, e no Cairo, no Egito, reunindo responsáveis políticos, especialistas em saúde pública e técnicos de vários países. Os encontros permitiram a troca de experiências, a análise de planos nacionais e a definição de estratégias práticas para acelerar a prevenção e o controlo da meningite.
Entre as prioridades identificadas pelos países participantes estão o reforço dos programas de vacinação, a melhoria da vigilância e confirmação laboratorial dos casos, a atualização das orientações clínicas de acordo com as novas recomendações da OMS, bem como o apoio às pessoas que vivem com consequências da doença, incluindo deficiências neurológicas e outras sequelas.
A OMS destacou que a cooperação internacional será determinante para manter o progresso alcançado. Segundo Antoine Durupt, coordenador do roteiro global “Derrotando a Meningite até 2030”, a partilha de conhecimento e a colaboração entre países permitem construir programas mais fortes, capazes de salvar vidas, reduzir incapacidades e aproximar a comunidade internacional do objetivo de eliminar a meningite como ameaça de saúde pública.
