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Pequeno-almoço, exercício físico e sono adequado podem ajudar a aumentar a resiliência ao stress

Tomar o pequeno-almoço regularmente, praticar exercício físico e dormir o suficiente podem estar associados a uma maior capacidade de adaptação a situações stressantes, segundo um estudo da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos. A investigação, divulgada a 13 de outubro de 2026, analisou cerca de 400 estudantes universitários e identificou uma relação entre hábitos de vida saudáveis e a flexibilidade psicológica, uma capacidade que ajuda a gerir emoções e a enfrentar situações difíceis.

A flexibilidade psicológica consiste na capacidade de ajustar pensamentos, emoções e comportamentos perante circunstâncias que mudam. Segundo os investigadores, esta competência permite reconhecer sentimentos negativos, avaliar as opções disponíveis e responder de forma mais construtiva aos desafios, em vez de ficar preso à frustração ou à ansiedade.

Os resultados indicaram que os estudantes que tomavam o pequeno-almoço pelo menos cinco vezes por semana tendiam a apresentar maior resiliência psicológica. A prática de exercício físico durante 20 minutos ou mais também foi associada a uma maior flexibilidade psicológica. Em contrapartida, dormir menos de seis horas por noite e consumir frequentemente alimentos pouco saudáveis, como refeições de fast food, estiveram relacionados com maiores dificuldades de adaptação ao stress. O consumo de óleo de peixe várias vezes por semana também foi associado a níveis mais elevados de flexibilidade psicológica.

A investigação foi conduzida por Lina Begdache, professora associada de estudos de saúde e bem-estar da Universidade de Binghamton, em colaboração com outros investigadores. Segundo Begdache, a flexibilidade psicológica permite que uma pessoa reconheça o que está a sentir e procure formas de lidar com a situação, em vez de se deixar dominar pelo stress. Os resultados ajudam a explicar como os hábitos alimentares e as rotinas diárias podem estar relacionados com a capacidade de enfrentar adversidades.

Os autores sublinham, contudo, que o estudo se baseou em questionários e identificou associações, não demonstrando que estes hábitos sejam, por si só, a causa de uma maior resiliência. A investigação, publicada no Journal of American College Health, reforça a importância de estudar a relação entre alimentação, sono, actividade física e saúde psicológica, apontando para o potencial de rotinas equilibradas no apoio à gestão do stress.

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