Mais de nove em cada dez portugueses apoiam uma oferta alimentar maioritariamente saudável e refeições gratuitas em creches e escolas, segundo um estudo da Direção-Geral da Saúde realizado em 2025 com 1.000 adultos residentes em Portugal.
O levantamento revela também uma elevada aceitação de medidas como a aplicação diferenciada do IVA consoante a qualidade nutricional dos produtos, a imposição de limites ao sal e ao açúcar e a adoção de informação nutricional mais simples nas embalagens e nos menus dos restaurantes.
Apesar deste apoio, a DGS alerta para problemas persistentes nos hábitos alimentares. Mais de metade da população apresenta excesso de peso e 44,7% das crianças consomem fast food pelo menos uma vez por semana. Outros 46,5% ingerem, com a mesma frequência, alimentos ultraprocessados e refrigerantes açucarados.
Em sentido positivo, a insegurança alimentar moderada ou grave caiu para 3,5% em 2025, atingindo o nível mais baixo desde 2019. Nos hospitais, a desnutrição continua a ser o diagnóstico nutricional mais frequente, embora os casos tenham diminuído entre 2020 e 2025, enquanto a obesidade aumentou.
