Um homem de 66 anos com insuficiência renal conseguiu ficar 271 dias sem diálise depois de receber um rim de porco geneticamente modificado. O caso, descrito na revista The Lancet, é considerado um avanço na utilização de órgãos animais como solução temporária para doentes à espera de transplante.
O paciente, que sofria de insuficiência renal causada por diabetes tipo 2 e fazia hemodiálise há dois anos, tinha uma espera estimada de mais de cinco anos por um rim humano. O órgão de porco recebeu 69 alterações genéticas para melhorar a compatibilidade e reduzir riscos.
Após nove meses, o rim de porco começou a falhar e foi retirado. O homem recebeu então um rim humano de um dador falecido, com elevada compatibilidade, e manteve uma função renal estável.
Os investigadores consideram que a xenotransplantação poderá funcionar como uma “ponte” para manter doentes fora da diálise enquanto aguardam um órgão humano. No entanto, alertam que este é apenas um caso e que são necessários mais estudos para avaliar a segurança e eficácia da técnica a longo prazo.
