A inteligência artificial está a começar a transformar o setor da saúde, ajudando a responder a desafios como a escassez de profissionais, o aumento da procura por cuidados e a pressão sobre os sistemas de saúde. No entanto, um estudo da KPMG revela que muitas organizações ainda não estão preparadas para tirar pleno partido desta tecnologia.
De acordo com o estudo, 85% dos CEO do setor da saúde estão confiantes no crescimento nos próximos três anos. Apesar disso, essa visão positiva contrasta com dificuldades na implementação prática, sobretudo ao nível das infraestruturas e da gestão de dados.
Cerca de 87% das organizações planeiam aumentar o investimento em IA, com a maioria a prever aplicar mais de 10% do orçamento nesta área no próximo ano. Ainda assim, o acesso e a integração de dados são apontados por 55% dos líderes como um dos principais obstáculos.
O relatório indica também que as empresas estão a apostar na criação de hospitais inteligentes, na integração de registos clínicos digitais e em plataformas de dados mais interoperáveis. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de formação e adaptação de profissionais, com muitas organizações a reorganizar funções para trabalhar em conjunto com sistemas de IA.
Apesar do forte investimento, o estudo alerta que a falta de preparação estrutural pode limitar o impacto real da tecnologia, sublinhando que a transformação na saúde depende não só da inovação, mas também da capacidade de execução e organização das instituições.
