A combinação de drones, sensores avançados e inteligência artificial está a revolucionar a forma como se identificam minas terrestres, tornando o processo mais rápido, preciso e seguro. A guerra na Ucrânia acelerou essa inovação: organizações como a HALO Trust já registaram dezenas de milhares de minutos de voo em 2024, identificando mais de 11.000 minas e explosivos.
O funcionamento é simples, mas poderoso: os drones recolhem imagens e dados geoespaciais de grandes áreas, a IA analisa automaticamente padrões suspeitos e gera mapas de risco, e a integração com imagens de satélite e bases históricas aumenta a precisão da deteção. Sensores RGB, térmicos e magnetómetros permitem localizar minas mesmo quando estão enterradas ou em ambientes complexos.
Além de acelerar o trabalho, essas tecnologias reduzem o risco humano e os custos operacionais, transformando o que antes demorava semanas e custava milhares de euros por hectare em um processo mais eficiente. Pesquisas recentes avançam ainda mais, com IA capaz de prever padrões de colocação de minas, estimar riscos residuais e combinar múltiplos sensores para cenários difíceis.
Apesar disso, desafios permanecem: minas de plástico, solos irregulares e vegetação densa ainda dificultam a deteção, e a validação humana continua essencial. Mesmo assim, especialistas acreditam que os drones com IA representam uma das maiores evoluções na desminagem das últimas décadas, prometendo maior segurança para as equipas e acelerando a recuperação de regiões afetadas por conflitos.
