Alguns dos principais agentes de inteligência artificial do mundo revelaram dificuldades em respeitar a legislação europeia quando testados em cenários simulados, segundo uma investigação da organização neerlandesa Aithos.
O estudo avaliou 12 modelos de IA através do sistema LARA, que testou o cumprimento de regras previstas na Lei da IA da União Europeia e no RGPD, incluindo proteção de dados, transparência e proibição de práticas como exploração de vulnerabilidades ou inferência de emoções.
Os resultados mostram um desempenho global fraco. O modelo mais bem classificado, o Claude Opus da Anthropic, cumpriu a legislação em apenas 54% dos cenários. Outros modelos tiveram resultados significativamente inferiores, chegando a valores muito baixos nalguns casos.
Os investigadores concluíram que, quando utilizados como agentes autónomos, muitos destes sistemas podem não garantir conformidade legal consistente, levantando preocupações sobre a sua aplicação em contextos regulados na Europa.
O estudo defende a necessidade de mais testes e salvaguardas, sobretudo à medida que estes sistemas são integrados em funções mais sensíveis e com maior impacto na sociedade.
