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Inteligência Artificial acelera consumo de recursos naturais nos data centers

O crescimento vertiginoso da inteligência artificial (IA) está a alimentar uma expansão sem precedentes dos data centers, com impactos ambientais cada vez mais evidentes. Estas infraestruturas, essenciais para processar grandes volumes de dados e sustentar serviços digitais como a IA e o armazenamento em nuvem, estão a tornar-se verdadeiras “trituradoras” de eletricidade, água e espaço físico.

O condado de Loudoun, na Virgínia (EUA), é apontado como um dos maiores polos mundiais de data centers, concentrando mais de 200 instalações.
De acordo com dados recentes, o consumo de eletricidade nesta região duplicou, enquanto a utilização de água para sistemas de arrefecimento aumentou em 250%, gerando conflitos com comunidades locais preocupadas com os recursos e a qualidade de vida.

O fenómeno tem escala global.
Existem atualmente mais de 11 mil data centers espalhados pelo mundo, com destaque para a China, onde o ritmo de construção tem sido acelerado.
As grandes empresas tecnológicas — como Amazon, Google e Microsoft — lideram esta transformação com centros de hiperescala que consomem quantidades extraordinárias de energia, impulsionados pelas exigências computacionais da IA.

Estima-se que os data centers já sejam responsáveis por cerca de 4% do consumo mundial de eletricidade e tenham um peso significativo nas emissões globais de carbono.

Perante este cenário, algumas empresas estão a adotar soluções mais eficientes, como sistemas de arrefecimento líquido e investimentos em energias renováveis.
No entanto, especialistas alertam que a velocidade da expansão tecnológica está a ultrapassar os esforços de sustentabilidade, tornando urgente um novo modelo que equilibre inovação e responsabilidade ambiental.

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