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Inteligência artificial amplia riscos cibernéticos para a estabilidade do sistema financeiro, alerta FMI

A inteligência artificial (IA) está a transformar o panorama da cibersegurança de forma acelerada, aumentando os riscos para a estabilidade do sistema financeiro mundial. O alerta consta de uma nova nota do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicada em junho de 2026, que conclui que a principal ameaça não reside na criação de novos tipos de ataques, mas na capacidade da IA de identificar e explorar vulnerabilidades com uma rapidez, frequência e escala sem precedentes.

Segundo o FMI, a crescente dependência das instituições financeiras de infraestruturas digitais partilhadas, como serviços de computação em nuvem, sistemas operativos, software de código aberto e redes de pagamentos, faz com que uma única falha tecnológica possa propagar-se rapidamente por todo o sistema financeiro. O documento identifica cinco vulnerabilidades estruturais: a utilização dual da IA para fins defensivos e ofensivos, a concentração de serviços em poucos fornecedores tecnológicos, falhas na supervisão dos riscos associados a terceiros, o aumento das desigualdades na capacidade de defesa cibernética entre países desenvolvidos e economias emergentes, e as dificuldades em regular modelos de IA cada vez mais avançados.

O relatório recorda que o setor financeiro já é um dos principais alvos de ciberataques e que a adoção crescente da inteligência artificial por bancos, seguradoras, gestores de ativos e sistemas de pagamentos reforça simultaneamente a eficiência operacional e a dependência tecnológica. O FMI alerta que, à medida que os ataques e a exploração de vulnerabilidades ocorrem praticamente à velocidade das máquinas, o tempo disponível para detetar, conter e corrigir incidentes torna-se cada vez mais reduzido, aumentando o risco de perturbações em infraestruturas críticas e de efeitos em cadeia nos mercados financeiros.

Para reduzir estes riscos, o FMI recomenda sete linhas de ação, entre as quais o reforço dos mecanismos técnicos de contenção de ataques, planos robustos de resposta e recuperação, utilização de sistemas de defesa automatizados capazes de atuar à velocidade da IA e um maior reforço da cooperação entre autoridades públicas, setor financeiro e empresas tecnológicas. A instituição considera que apenas uma abordagem coordenada permitirá acompanhar a rápida evolução das capacidades da inteligência artificial e preservar a resiliência do sistema financeiro global.

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