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Minerais críticos impulsionam nova corrida global por recursos estratégicos

(C) Pixabay

A UNCTAD listou, num novo relatório, 73 acordos e parcerias internacionais relacionados com minerais críticos, dos quais 58 foram assinados após 2022. Estas iniciativas abrangem áreas como exploração, processamento, reciclagem e segurança do abastecimento, refletindo a importância estratégica crescente destes recursos para a transição energética global.

O relatório destaca, no entanto, profundas desigualdades na cadeia de valor. Embora muitos países em desenvolvimento possuíssem vastas reservas minerais — com a África concentrando cerca de 25% das reservas mundiais de minerais críticos — a maior parte continua dependente da exportação de materiais-primas. Em contraste, as etapas mais lucrativas, como o refino e o processamento industrial, são mantidas em poucos países, especialmente na China, que dominam o processamento de vários minerais estratégicos.

A UNCTAD alerta que esta situação poderá repetir padrões históricos de dependência económica, caso os países produtores não consigam desenvolver mercados locais de transformação. A secretária-geral da organização, Rebeca Grynspan, defendeu que a exploração destes recursos deve traduzir-se em mais emprego, industrialização e desenvolvimento sustentável, evitando que os países ricos em minerais permaneçam apenas como fornecedores de materiais-primas.

Perante a crescente importância dos minerais críticos para a economia mundial, a comunidade internacional enfrenta agora o desafio de escolher entre um modelo de cooperação global mais inclusivo ou uma crescente fragmentação geopolítica. Segundo a UNCTAD, uma abordagem coordenada poderá facilitar o comércio, acelerar a transição energética e promover benefícios mais equilibrados para os países produtores e consumidores de recursos estratégicos.

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