O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, considera que a inteligência artificial avançada pode representar um risco existencial para a humanidade e defende medidas urgentes para controlar o seu desenvolvimento.
Perante o Conselho de Direitos Humanos, Türk pediu salvaguardas internacionais, fiscalização independente e limites comuns para os sistemas mais avançados. Alertou ainda para situações em que agentes de IA conseguem escapar a ambientes de teste ou tentam impedir que sejam desligados.
O responsável anunciou que irá contactar empresas do setor para exigir medidas imediatas de redução de riscos. Defendeu também uma maior cooperação entre governos e empresas, bem como regras que tenham em conta os efeitos da IA nos direitos humanos, no emprego, na democracia e no ambiente.
Na União Europeia, a Lei da IA já estabelece requisitos para sistemas considerados de alto risco e proíbe determinadas utilizações consideradas incompatíveis com a segurança e os direitos fundamentais.
