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Reino Unido: Erros de IA em consultas médicas levantam preocupações

Ferramentas de inteligência artificial usadas para transcrever consultas no NHS estão a gerar erros em diagnósticos, medicamentos e recomendações, levando as autoridades de defesa dos doentes a alertar para possíveis riscos.

Num dos casos, uma paciente recebeu num resumo clínico um diagnóstico de desmielinização, quando o exame indicava precisamente o contrário. Noutro episódio, a IA confundiu o nome de um medicamento prescrito. Também foram detetadas cartas clínicas que omitiam instruções importantes sobre a renovação de receitas.

A Healthwatch England afirma ter recolhido vários relatos de erros identificados pelos próprios doentes e que poderiam permanecer nos seus processos clínicos. Em Inglaterra, já existem 27 sistemas deste tipo em utilização, embora a entidade reguladora MHRA não os classifique como dispositivos médicos.

A tecnologia é apresentada pelo Governo britânico como uma forma de reduzir a burocracia e libertar tempo dos profissionais. Porém, alguns médicos dizem que a necessidade de rever as transcrições acaba por diminuir essa vantagem. Os erros parecem ser mais frequentes em consultas complexas, com várias pessoas ou quando o inglês não é a língua materna do paciente.

Em Portugal, a utilização de IA no SNS está mais direcionada para áreas como triagem de sintomas, fisioterapia remota e diagnóstico por imagem. No início de 2025, estavam identificados 111 projetos de inteligência artificial em diferentes áreas do Serviço Nacional de Saúde.

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