O recurso crescente a agentes de inteligência artificial está a provocar níveis preocupantes de stress e exaustão entre engenheiros de software, sobretudo nos ambientes mais exigentes do setor tecnológico.
Figuras como Andrej Karpathy relatam experiências de trabalho extremo, com jornadas prolongadas a supervisionar sistemas autónomos. O próprio descreveu o fenómeno como uma espécie de “psicose de IA”, marcada por ansiedade constante e dificuldade em desligar.
Também Garry Tan partilhou experiências semelhantes, referindo-se ao impacto como uma “ciberpsicose”. Em vários casos, profissionais admitem recorrer a medicação para conseguir descansar, devido à estimulação contínua provocada por estas ferramentas.
Ao contrário das ferramentas tradicionais, agentes avançados — como o Claude Code — funcionam de forma autónoma durante longos períodos, obrigando os programadores a manter uma vigilância constante e a tomar decisões rápidas.
Especialistas alertam que este novo modelo de trabalho cria um ciclo de dependência semelhante ao de comportamentos compulsivos, onde a pressão para maximizar resultados e recursos digitais impede pausas e recuperação mental.
O fenómeno levanta dúvidas sobre os limites humanos num contexto em que a tecnologia evolui mais rapidamente do que a capacidade de adaptação psicológica.
