Instituições bancárias angolanas iniciaram contactos com o Banco Central da República Democrática do Congo (RDC) para obtenção de licenças de operação, num esforço destinado a facilitar fluxos financeiros, apoiar o comércio e incentivar investimentos entre os dois países.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1º de abril) pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, durante a abertura do 3.º Fórum Económico RDC–Angola, que decorre em Kinshasa sob o lema “Integração Sub-regional e Desenvolvimento do Comércio Fronteiriço”.
José de Lima Massano destacou que Angola e a RDC formam um mercado conjunto de cerca de 170 milhões de habitantes, com Produto Interno Bruto combinado estimado em 190 mil milhões de dólares. Apesar do potencial, o comércio formal bilateral permanece em cerca de 600 milhões de dólares anuais, abaixo do esperado, contrastando com o elevado volume de transações informais ao longo de uma fronteira comum de aproximadamente 2.500 km.
Entre os avanços concretos citados, Massano mencionou o Posto Fronteiriço do Luvo, recentemente inaugurado, que visa melhorar o controlo, a segurança e a formalização do comércio, e o Corredor do Lobito, com mecanismos institucionais para facilitar transporte e trânsito de mercadorias entre Angola, RDC e Zâmbia, reforçando a integração logística regional.
O ministro enfatizou a determinação política de ambos os países em superar constrangimentos, diversificar e estruturar a cooperação económica, incentivando a criação de parcerias empresariais e projetos conjuntos.
Internamente, Massano destacou que Angola tem implementado reformas macroeconómicas consistentes, com crescimento do setor não petrolífero acima de 5% nos últimos dois anos, desaceleração progressiva da inflação e reservas internacionais líquidas estimadas em cerca de 15,3 mil milhões de dólares.
