A aposta em energia solar em Angola está a gerar impactos económicos e ambientais significativos, com uma poupança anual estimada em cerca de 200 mil milhões de kwanzas para o Estado. Segundo a PRODEL, a substituição de centrais térmicas a gasóleo por unidades fotovoltaicas já permitiu reduzir drasticamente os custos com combustível.
De acordo com o director de Projectos da PRODEL, José Salles, os parques solares do Biópio e da Baía Farta, inaugurados em 2022, destacam-se como os principais responsáveis por esta poupança, evitando o consumo de cerca de 215 milhões de litros de gasóleo por ano cada. Outras centrais, como as do Luena, Saurimo, Luau, Cazombo e Lucapa, também contribuem para a redução global de mais de 500 milhões de litros de combustível anualmente.
Além do impacto financeiro, o programa tem efeitos positivos ao nível ambiental, ao reduzir significativamente as emissões de gases poluentes associadas à produção de energia a partir de combustíveis fósseis. A transição para fontes renováveis permite igualmente simplificar a operação das infraestruturas energéticas, eliminando a dependência logística do abastecimento de gasóleo.
Outro benefício relevante prende-se com a expansão do acesso à electricidade. Cada projecto inclui a extensão da rede de distribuição às comunidades locais, aumentando o número de habitações electrificadas e melhorando as condições de vida das populações, nomeadamente no armazenamento de alimentos, no estudo nocturno e no funcionamento de serviços públicos.
O programa nacional prevê a instalação de centrais solares em 60 localidades distribuídas por várias províncias, com uma capacidade total de 250 megawatts em painéis fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia. Esta estratégia reforça o compromisso de Angola com a transição energética e com um modelo de desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.
