As autoridades angolanas contestaram as conclusões do mais recente relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras sobre o índice de liberdade de imprensa, afirmando que o documento não reflete com rigor a realidade do país.
O diretor nacional de Informação e Comunicação Institucional, João Demba, considerou que a avaliação internacional se baseia em critérios políticos, económicos, legislativos, sociais e de segurança, mas apontou a existência de lacunas e imprecisões nos dados relativos a Angola.
O responsável reconheceu a descida de nove posições no ranking, atribuindo-a sobretudo a indicadores políticos e económicos, embora tenha defendido que outros parâmetros se mantiveram estáveis.
Entre as críticas, contestou a indicação de que apenas duas rádios seriam independentes no país e sublinhou que existem vários órgãos privados em funcionamento, bem como mais do que os dois canais públicos de televisão mencionados no relatório.
João Demba referiu ainda que o quadro legal já prevê rádios comunitárias, estando em curso a sua regulamentação, e assegurou que o acesso de jornalistas a eventos e fontes oficiais decorre segundo critérios de transparência e legalidade.
O responsável destacou também iniciativas governamentais de divulgação de informação pública e a atualização de plataformas institucionais, defendendo que estas medidas reforçam o acesso à informação no país.
